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NÚMERO
ETERNO

HENRIQUE RYU YAMANAKA NAKANO

He kaikunāne e hoʻonui ana i nā waiwai o ikigai.

PAÍS:

Brasil

ESTADO:

São Paulo

CIDADE:

São Paulo

EDIÇÕES:

2026

REDES SOCIAIS:

NOME DE BATISMO UB515

He kaikunāne e hoʻonui ana i nā waiwai o ikigai.

SIGNIFICADO:

Irmão que multiplica os valores do ikigai

PRINCIPAIS PROVAS DO(A) ATLETA

- IRONMAN COZUMEL 2025;

- IM 70.3 BRASILIA 2025;

- TH3 TRI HARD CAIOBÁ 2025;

- TRIATHLON INTERNACIONAL DE SANTOS 2025;

- TROFEU BRASIL OLIMPICO 4 ETAPA - 3.o LUGAR CAT 2025;

- IM 70.3 SAO PAULO 2024;

- TROFEU BRASIL OLIMPICO 1, 2, 3, 4 ETAPAS 2024.

SOBRE O(A) ATLETA

O esporte sempre esteve presente na minha vida. Antes mesmo de eu entender o que ele representava, ele já estava ali. Cresci indo ao Morumbi com meu pai, assistindo futebol de perto, sentindo o estádio antes de entender o jogo. Em casa, a pescaria esportiva era quase uma tradição. Ao longo dos anos, fui me aventurando por diferentes modalidades: judô, natação, tênis de mesa, tênis, basquete. Sempre fui fascinado por esportes em geral, especialmente pelos esportes americanos (NBA, MLB, NFL, NHL) que acompanho até hoje. O esporte sempre foi mais do que lazer; era onde eu me sentia em movimento, no sentido mais amplo da palavra.

A vida adulta, no entanto, seguiu um caminho mais previsível. Filho de dois médicos, entrei na Faculdade de Medicina da USP e construí minha formação como médico, depois anestesiologista. Foi um percurso sólido, técnico, exigente. Mesmo assim, nunca deixei o esporte de lado. Durante a faculdade, comecei a treinar beisebol e acabei encontrando ali um espaço inesperado de pertencimento. Tornei-me arremessador do time, fui campeão paulista e disputei finais de campeonato brasileiro. Entre aulas, plantões e responsabilidades crescentes, o esporte seguia sendo o lugar onde eu me reconhecia.

Alguns anos depois, uma lesão de menisco interrompeu minha rotina esportiva. Passei por cirurgia, ganhei peso e, aos poucos, fui me afastando da versão de mim mesmo com a qual me identificava. Não foi apenas uma questão física. Foi uma sensação clara de desalinhamento. Voltei a nadar e pedalar como parte da reabilitação. Corria de forma despretensiosa havia alguns anos. O triathlon não apareceu como um plano ou um objetivo traçado. Ele surgiu de forma natural, quase inevitável, como se juntasse tudo aquilo que eu já vinha fazendo sem perceber.

No triathlon encontrei um ambiente que traduz muito bem aquilo em que acredito. Um lugar onde o trabalho aparece, onde não existem atalhos e onde ninguém faz por você. Um esporte direto, honesto, que cobra exatamente aquilo que foi feito, nem mais, nem menos. É democrático não no ponto de partida, mas na chegada. Quem se prepara, colhe. E ninguém chega sozinho. Ao longo da jornada, treinadores, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, amigos e família caminham junto, mesmo sem cruzar a linha final.

Foi nesse contexto que entendi, de forma prática, o que nós japoneses chamam de ikigai: a convergência entre aquilo que fazemos bem, aquilo que amamos e aquilo que pode gerar impacto real. Dessa compreensão nasceu o Endurance Science Lab, ainda um projeto em construção, mas muito verdadeiro para mim. Um espaço onde medicina, ciência, esporte e ensino se encontram com o objetivo de ajudar atletas amadores a perseguirem seus próprios objetivos de maneira consciente e sustentável. Hoje, grande parte da minha energia está dedicada a isso.

Minha trajetória no triathlon seguiu o mesmo ritmo orgânico. Provas curtas, olímpicas, 70.3, Ironman. Nunca foi sobre acumular distâncias ou títulos. Foi sobre escutar o momento certo de avançar. O Ultraman Brasil surge agora não como uma busca por performance máxima ou tempo ideal, mas como um desafio diferente. Um formato em que a equipe deixa de ser apoio e passa a ser parte central da experiência.

Sinto que chego a esse momento preparado não apenas fisicamente, mas sobretudo humanamente. Preparado para atravessar uma jornada longa, exigente e compartilhada. Para dividir esforço, silêncio, cansaço e alegria com pessoas próximas. Valores como Aloha, Ohana e Kokua fazem sentido para mim porque sempre fizeram parte da forma como encaro o esporte e a vida. É isso que torna essa experiência não apenas desafiadora, mas significativa.

Acredito que o Ultraman não escolhe apenas atletas. Escolhe histórias. E esta é a minha.

TATUAGENS UB515

DEPOIMENTO

MÚSICA(S) INSPIRADORA(S)

MÚSICA

I Love It

ARTISTA

Icona Pop (feat. Charli XCX)

POSTAGENS & DESTAQUES

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